4 de abril de 2011

Carta aos Romanos

Romanos 1. 1-32
(v. 1-7) – Paulo identifica-se na carta dizendo ser: servo, apóstolo e separado para pregar o Evangelho de Deus, que é a redenção em Cristo Jesus para todos os gentios; inclusive aos cristãos romanos.
(v. 8-12) – O desejo eminente do apóstolo de visitar os irmãos romanos confunde-se com suas orações feitas por ele a esses cristãos. Num sentimento profundo de reder graças a Deus pela fé de cada crente em Roma.
(v. 13-15) – A obrigação que Paulo tinha de pregar o Evangelho, fazia dele um ‘devedor’ para todas as pessoas que necessitam de ouvir o Evangelho.
(v. 16,17) – Certamente esses dois versículos, são o cerne da carta os romanos. Trata-se da justiça de Deus pela fé, ou seja, a maneira como Deus justifica os pecadores e como eles devem exercer a fé para se beneficiar da salvação em Cristo.  Por isso Paulo não devia se envergonhar do Evangelho.
(v. 18-32) – Agora se vê como a ira de Deus é manifesta, sobre os gentios que possuem a revelação geral, mas desonraram ao ‘Criador’. Logo, Deus os abandonou as paixões infames.  

Pedagogia dos Projetos

NOGUEIRA, Nilbo Ribeiro. Pedagogia dos Projetos: etapas, papéis e atores. 2ed. São Paulo: Érica, 2005.
Comentário pessoal por Fernando de Oliveira
Comparando Nildo Ribeiro Nogueira e a linguagem de Hugo Assmann os ‘aprendentes’ percebe-se que os sujeitos cognitivos – alunos –, precisam desenvolver múltiplas competências e isso devido à brusca mudança nas técnicas de ensino, pois, atualmente existe uma relação mutua entre ser humano e as máquinas inteligentes (p. ex., internet).
Desse modo, o que se deve formar afirma Nogueira é ‘cidadão integral’ que pensem de modo sistêmico e não de maneira cartesiana racionalista. Assim, a ideia de produzir sujeitos complexos que, sejam capazes de abarcar toda uma realidade de conhecimentos procedimentais expostos pelo professor, que não é um meramente um conteudista.
            E para isso acontecer necessita-se de uma atitude procedimental. Na perspectiva de Edgar Morin ‘aprender a fazer’, portanto, ao mesmo tempo em que se executa a atividade (fazer) o sujeito/aprendente desenvolve diferentes competências e aprende a resolver os possíveis problemas que irão surgir no decorrer do projeto.
            Neste processo, tonam-se de suma importância as novas tecnologias que facilitam as aprendizagens complexas e cooperativas. E, assim, ampliam o potencial cognitivo do aluno (ser humano). Antes de tudo, se deve lembrar que a relação entre meio externo e cérebro no processo de apreensão do conhecimento é o que Morin chamaria de ‘a computação das computações’.
Morin afirma em o método 3 que se constitui a computação recursiva do cérebro sobre si mesmo, e que na espécie humana isso se deveria à hipertrofia do córtex. Para Morin, trata-se da emergência cerebral, possível pela absurda complexidade que o volume alcançou, permitindo que, além da computação interna do organismo e externa, do meio, o cérebro passasse a ser capaz de computar a própria computação. Em geral, ao mesmo tempo em que cérebro computa/processa o meio, ele também computa/processa o que foi computado, isto é, faz intercomputações neurais; produzindo assim o que chamamos de conhecimento.
            Aliás, segundo Carl Rogers ‘ninguém ensina nada a ninguém, as pessoas é que aprendem, se quiserem aprender’. A ajuda do professor nesse processo de aprendizagem é fundamental.
Particularmente, me admirei com o último capítulo do livro. Em saber qual deve ser a atitude do professor para com os alunos na realização do projeto. E acredito que tais orientações não servem somente para projetos pedagógicos. Mas, também, para as demais disciplinas ensinadas pelos professores. Afinal de contas os professores devem ser facilitadores, incentivadores e motivadores dos alunos.
Portanto, o professor como orientador no processo de aprendizagem e as novas tecnologias cognitivas, possibilitam aos alunos conexões externas e internas capaz de formar um cidadão integral. 

3 de abril de 2011

Divindade de Cristo e Teologia Aguada

No Concílio de Calcedônia, em 451, ficou decidido pelos bispos católicos que Jesus Cristo possui “duas naturezas e uma pessoa”. Desta forma, a Igreja Cristã tem sustentado esta posição até os dias de hoje. Portanto, como se relacionam essas duas perspectivas: Quem é Jesus? E o que Jesus fez? Ou seja, o Jesus ontológico e o Cristo funcional.
Quando remontamos à História do Cristianismo, no início do século II, vamos descobrir que, as principais discussões teológicas, giravam em torno da pessoa de Cristo, pois os primeiros sistematizadores do dogma de Cristo, compreenderam que era necessário salvaguardar a divindade de Jesus Cristo.
E se isso não acontecesse, eles acreditavam que haveria um desfalque muito grande para a Doutrina da Salvação. Enfim, os pais da igreja, tinham a certeza que somente Deus poderia cumprir algumas exigências recíprocas a salvação. Isto é, cumprimento da lei, sacrifício perfeito e um justo justificador de todos os homens. Entre outros, requisitos que somente Deus, poderia efetuar.
Assim, foi elaborado durante muito tempo, depois de longas, e longas discussões, o que conhecemos hoje, como a: deidade de Cristo! De modo que, o que temos ao nosso alcance, é o resultado de uma doutrina paradoxal, de difícil compreensão. 
Sendo assim, a divindade de Jesus Cristo, às vezes, é motivo de debates no campo da filosofia lógica.  Na qual, muitos cristãos intelectuais têm se desdobrado para explicar seu silogismo. Visto que a própria lei não contradição ensina-nos, que não se pode ser antinômica, no processo do conhecimento; levando-nos a seguinte questão; algumas verdades cristãs, p. ex., as duas naturezas de Cristo, tende-se a ser um paradoxo.
Neste caso o ideal é recorrermos aos termos, que se referem aos dois aspectos da fé cristã: fides qua creditur e fides quae creditur, diferenciar esses duas pressuposições faz-nos retornar a uma fé simples e fideísta de forma moderada.  A fim de não basearmos nossa defesa da divindade de Cristo, de modo, antinômico.
Entretanto, hoje a apologética esmera-se em provar esse dogma da igreja através de: a) argumentos racionais, b) evidências empíricas e c) profecias cumpridas, etc. Para assim, defender algumas crenças do Cristianismo que precisam ser aceitas pela fé. Portanto, as palavras de Alexandro Rocha, resumem bem esta situação: “isso significa uma reação nuclear da teologia, que não mais se submete a experiência de fé e a mediação cultural a um discurso unívoco mantido por uma prática apologética”.
Aliás, tal pensamento tem produzido uma “teologia aguada” e deixado muitos teólogos aguados, por conta, de uma dualidade, que separa mundo ideal do mundo sensível. Assim sendo, a divindade de Cristo, ou seja, a homoousios to Patri não se resume somente a uma distinção extra-mundo desvinculada do mundo sensível, onde a trama da história se desenrola; como Melanchton disse: Hoc est Christum cognoscere, beneficia Christi cognoscere. E o próprio Karl Barth diria: O logos se identifica com ergon, verbum coincide com opus. Notemos, que a Cristologia não tem nada haver com platonismo, estoicismo e neoplatonismo. Até mesmo, porque Deus é o Deus revelado na aliança (história).
Portanto, tal procedimento referente à divindade de Jesus Cristo precisa ser (re)visto, porquanto tal dogma tem produzido uma “teologia aguada”.

1 de abril de 2011

PENTECOSTALISMO

Este vídeo resume bem a história do movimento pentecostal.



Educação - segundo Ruy Cesar

            A questão da fragmentação e da totalidade; associa-se a crítica de uma visão racionalista fundamentada no “cogto ergo sum” de Descartes, que domina a forma de pensar da escola ocidental, e que por fim, acaba fragmentando o ser humano em pedaços e ocasionando um vazio existencial no homem contemporâneo.
            Desse modo, é necessária a inserção do sagrado na educação, de forma que tal exercício compreenda a vida como um “todo” e não simplesmente como a inflação racionalista e conteudista sobre a vida dos alunos. Para que assim cada jovem venha encontrar o significado de sua existência.
            A laicização do ensino fez com que se afastasse da escola a filosófica, o ensino religioso e as artes, portanto, essas matérias colocam os alunos em contato com si mesmo em com os outros. Em detrimento dessas coisas o ambiente escolar se tornou um absurdo, onde os jovens não conseguem enxergar o que é ser humano.
            Na psicopedagogia de Ruy César os alunos devem ser colocados em contato com si mesmo e com os outros (contato corporal) para descobrir a importância que a no relacionamento pessoal; que tem sido superado pelo relacionamento virtual, e consequentemente tem afastado cada vez mais as pessoas uma das outras, e de si mesmas, ou seja, do seu interior.
            Certamente tal idéia de se voltar para o interior, esta estreitamente relacionada ao auto-conhecimento de si mesmo, na descoberta da unidade que a entre o que é físico e racional. Logo, descobrindo que a vida é uma totalidade.     

HERESIA

"Melhor uma heresia viva, do que uma ortoxia morta" - Pietismo


30 de março de 2011

Escatologia Paulina (I parte)

O pensamento escatológico de Paulo em Coríntios e Tessalonicenses
por
Fernando de Oliveira
           
Antes de abordar-se o pensamento escatológico de Paulo em Coríntios e Tessalonicenses é de fundamental relevância compreender a apocalíptica judaico-cristã, que desde o período intertestamentário à formação dos cristãos primitivos, amarrou-se a um apocaliptismo subdesenvolvido acerca do início de um novo éon, que culminam para uma visão complexa sobre os “segredos celestiais” concernentes a vinda do Filho do Homem, batalha contra o anticristo e o futuro do Reino de Deus. 
           
Paulo está vivendo dentro de um contexto escatológico, onde tais, formulações estão fermentadas no ideário da Igreja Cristã. E o pensamento do apóstolo é influenciado justamente, por tais, concepções judaico-cristãs e por outras noções do que se tange a doutrina das “últimas coisas” como diria T. W. Manson; pois bem, podemos encontrar na teologia paulina:

[...] elementos que provêm dos profetas do Antigo Testamento, elementos que tem origem na sua educação rabínica, elementos de seu primeiro ambiente helenístico e do mundo greco-romano em que viveu posteriormente, elementos apocalípticos e da primitiva tradição cristã palestinense. [1]
           
Nestas condições, quando se lê as cartas aos Coríntios e aos Tessalonicenses, não se pode deixar de fazer uma leitura usando lentes concernentes a todos estes eventos e pensamentos, que marcaram a escatologia paulina.
           
Quando  refere-se a Coríntios, logo vem à mente (1Co 15. 1-58) o texto áureo do raciocínio escatológico de Paulo, em que o apóstolo expõe excelentemente a “ressurreição”. Desse modo, ele discutirá as aparições de Cristo, após sua ressurreição; e a colocará no mesmo nível de quando Jesus Cristo apareceu para ele a caminho de Damasco (vs. 1-11). Em seqüência disso, Paulo combate à idéia que os gregos tinham contra a ressurreição dos mortos (At 17.32), ou seja, o contato com alguns irmãos “entusiastas espirituais” que por razão de gnosis (conhecimento superior secreto), criam já fazer parte do mundo “ultraterreno de Deus” (1Co 4. 8), portanto, isso mostra-nos a situação daquela comunidade cristã. Nestas condições, uma dura repreensão revela que o Cristianismo é dependente da ressurreição de Jesus Cristo (vs. 12-19). Logo, vê-se a importância da ressurreição para os cristãos, que através de Cristo serão vivificados e com eles toda a criação completará sua eterna redenção, pois, “Deus será tudo em todos” (v. 28), aí um apelo final para que os cristãos vigiassem e continuassem crendo na ressurreição dos mortos (vs. 20-34). No demais, Paulo define a natureza do corpo ressuscitado (vs. 35-49). E por fim, revela como acontecerá a ressurreição (vs. 50-58).
           
Já em Tessalonicenses as palavras de Günther Bornkamm resumem a questão:
           
Paulo fora informado, outrossim, a respeito dos problemas que perturbavam a fé daqueles fiéis: estavam preocupados porque os retorno de Cristo tardava em acontecer e estavam aflitos pela sorte de alguns irmãos que, neste meio tempo, haviam morrido, os quais poderiam estar excluídos do esperado advento da salvação. O apóstolo se esforça para aliviá-los destas preocupações e os exorta a esperarem com confiança a vinda do Senhor, cujo dia e hora ninguém conhece, e a viver de modo sóbrio e honesto, como “filhos da luz” que pertencem ao Senhor (1Ts 4. 13s.; 5.1s.). [2]

Por conseguinte, vale à pena lembrar que cada carta que Paulo enviava, tanto para os Coríntios quanto aos Tessalonicenses, ambas eram para aquelas respectivas comunidades cristãs, a fim de atender a necessidade da igreja. Por isso, a mensagem escatológica de 2Tt, difere de 1Tt. E em 1Co cap. 15, Paulo nem comenta acerca do anticristo. Todavia, as respostas aos momentos que antecedem ao eschaton, acabam por retardar a Vinda de Cristo (2Ts 2. 1-17). Como o próprio texto de 2Tt diz: “Como se o dia de Cristo estivesse já perto.” (v. 2). Diferente de 1Tt.





[1] Manson, Thomas Walter. Cristo por Paulo. São Paulo: Fonte Editorial, 2009. p. 10-11.
[2] Bornkamm, Günther. Paulo vida e obra. Santo André/SP: Academia Cristã, 2009. p. 127.