Lendo o livro na Teia do Conhecimento, do 1º Simpósio Intencional de Teologia da PUC - Rio, por acaso, descobri esta pérola "Teologia aberta ao Futuro", este livro fala sobre 'epistemologia teológica'. Assunto que tenho me dedicado para a monografia. Assim, como, René Descartes, quero nascer epistemologicamente, de preferência de forma transdisciplinar! Quem tiver interesse no assunto, que caí muito bem para a Teologia Cristã, pode baixar a Tese de André Botelho agora: Teologia na Complexidade: Do Racionalismo Teológico ao desafio Transdisciplinar.
17 de março de 2011
BÍBLIA E CRIANÇAS
BÍBLIA E CRIANÇAS: uma reflexão sobre a leitura bíblica e a vontade de continuar sendo criança
Um professor de escola bíblica infantil ainda consegue contar as narrativas das escrituras?
Fazendo parte desse grupo (professor infantil), sinto-me lisonjeado em saber que, mesmo, com as sagas etnológicas, os anacronismos, as narrativas construídadas e o mito cosmogônico a Bíblia contém conteúdos rico em aplicações para existência.
Assim, posso, pelo menos, tirar proveito estético, detes textos e, passar principios significativos para as crianças.
Até porque, tolero as minhas convicções espirituais, místicas, devocionais e etc. E, não, tenho, uma resposta racional para o assunto! Parafraseando Edgar Morin “procuro respostas racionais para explicar as coisas como elas aparecem, mas ao mesmo tempo sustento, um certo misticismo”.
Então, levo em consideração a leitura ‘histórico – social’ dos textos bíblicos que, por sinal, precisa ser feita, para evitar um conservadorismo e, também, a ância de continuar sendo criança em relação a leitura da Bíblia. Assim, seja na interpretação da Bíblia Hebraica, ou na da LXX e até mesmo em suas derivações, ambas constituem um desafio para o exegeta. Pois, durante algum tempo venho dedicando-se a leitura bíblica, de modo, mais rigoroso, em especial, exegético – histórico – crítico.
Porque? Como ensina um certo adágio popular: “Não quero tampar o sol com a peneira”. Ou seja, passar pela Bíblia e continuar fazendo aquela leitura histórico – cristocêntrica – sistemática – gramatical. E finjir que estou lendo um conteúdo supostamente ordenado por Deus, sem contradições, que se monta como um quebra – cabeça. Mas, esse quebra – cabeça esta misturado com outro quebra – cabeça, que quer que eu acredite que, existe uma sincrônia histórica – literária – formal dos textos bíblicos, como retratos da história, a fim de se enquadrar na Teologia Dogmática da Igreja, em forma de controle espiritual e político. Jogo, esse, que não me interressa mais!
Isto é, a Teologia Sistemática como articulação das doutrinas do Cristianismo, tem sim o seu valor. Acredito até que de forma voluntária pode ser aceita, enquanto organização das tradições do Cristianismo ao longo da História, mas, quanto, a interpretação da Bíblia, corroboro com uma perspectiva hermenêutica e não dogmática – confessional.
Isso porque, logo, no íncio, nos primeiros dois capítulos do livro de Gênesis já nos salta uma indagação! O que fazer quanto as duas narrativas da criação? (cap. 1 e 2). Segundo o Martin Rösel uma enfatija a palavra criadora, um aspecto mais sacerdotal e o outra a ideia de adamah (terra), ou seja, um ambiente agrícola com estritas relação com a terra.[1]
O que dizer do Êxodo! A palavra “mil” (12.37). O significado da expressão depende da palavra elef = ‘mil’ (unidade militar, subdivisão de tribo, clã, distrito; tribo). Pode ter vários significados.
Uma outra questão interessante e a questão do Deus dos Pais, Yahweh e Elohim que ambos podem ser corroborado por Deuteronômio 32.8,9 em Hebraico. Confira uma exegese inacabada do Doutor Osvaldo Luiz Ribeiro:
"quando Elyon deu as nações por possessão, quando ele repartiu os filhos de Adão, ele estabeleceu as fronteiras dos povos de acordo com o número dos filhos dos deuses - assim a porção de Yahweh foi seu povo, e Jacó o território de sua propriedade" [2]
Poderia falar sobre a novela de Rute, cujo os nomes dos personagens corroboram todos para uma trama literária com a finalidade de expressar a condição dos pobres da terra.Ou, também, do contexto fictício do capítulo de Dn 1 e 2Rs 25.27segs.
Não quero abrir precedentes para o NT, mas já que estou aqui! Pergunto pelos dois finais no evangelho de João? Cf.: 20.31 e 21.25. E, que, segundo C. H. Dodd existe em João um mistério relacionado ao gnosticismo que tem sido ocultado, por conta, de Qumran.
Bem, só, pra, salientar as várias comunidades cristãs e a briga do Cristianismo Primitivo na interpretação do Cristo. Igreja de Jeruzalem e de Antioquia (Atos).
Tudo isso, e muito mais, me faz refletir sobre minha postura diante dos textos bíblicos. Ou fasso uma leitura ‘histórico – social’ da Bíblia ou continuo somente racionalizando aquilo que me passam. Isto é, ao ler as Bíblia, eu tiro meu olho, meu ouvido e puraí vai! E finjo que tá tudo bem! Por isso sou adepto da livre Interpretação da Escritura. Não quero continuar sendo criança na leitura da Bíblia como se nada tivesse acontecendo.
16 de março de 2011
Páscoa: Cristo, Coelho e Crianças
Estou de volta! O computador saiu da manutenção!
Quase na chegada da páscoa!
Mas o técnico não tem nada a ver com isso, inclusive ele é uma excelente pessoa.
No entanto, a referência a páscoa é, só, para escrever alguma coisa importante para a reflexão de hoje.
Eu fico pensando na semana da paixão de Cristo, no coelhinho da páscoa e nas crianças. E, me, pergunto: O que ambos teriam em comum?
Penso que, assim como, a tradição cristã se aproveitou da festa judaica para promover o Cristianismo. Assim, os antigos pagãos da Idade Média, na Europa, se aproveitaram do Cristianismo para introduzir o coelhinho da páscoa (fertilidade) na festa que celebra a morte/ressurreição/ascensão de Jesus Cristo. E quem ganhou com isso foram às crianças!
No caso, com Jesus a igreja incorpora em sua mensagem o conteúdo político que procura integralizar a criança na sociedade, com direitos sociais para qualidade de vida dos pequeninos.
E, com o coelhinho da páscoa, é a festa do chocolate e dos presentes; que os sociólogos de plantão chamariam de consumismo, mas, que em contrapartida, os pequeninos adoram. Isso eu não tenho dúvida!
Portanto, ambos podem dar as mãos e juntos comemorarem um dos dias mais alegres que, as crianças têm durante o ano. Como instrutor infantil, acredito que tanto Jesus quanto o coelhinho da páscoa tem o seu lugar ao sol, neste dia maravilhoso.
Quando se é criança tudo é festa. Veja:
4 de março de 2011
COMPUTADOR E CARNAVAL
COMPUTADOR EM MANUTENÇÃO
EM BREVE VOLTAREI!
Enquanto isso curta o carnaval 2011!!!
Com o enredo ‘Abraão, Patriarca da Fé’ da escola de samba Pérola Negra. Caso tenha algum interesse baixe a letra do enredo em pdf e visite o Site da Escola Pérola Negra.
Confira os vídeos da escola de samba Pérola Negra. Um mostra a letra do enredo e o outro o barração da escola.
Bom Carnaval 2011!!!
ECLESIASTES
Começa hoje! O I Encontro interno de estudos sobre 'Eclesiastes' da Igreja Tabernáculo em Pindamonhangaba - MAR/ABR de 2011.
Seja bem vindo. Cf. o texto introdutório:
Leituras e Releituras do livro de Eclesiastes: a necessidade de tornar a vida significativa
Qual o sentido da vida? Tal pergunta nos faz refletir sobre a realidade da nossa existência.
Desse modo, buscamos encontrar o significado da vida, como se estivéssemos procurando algo escondido na própria vida. Enquanto a nossa verdadeira necessidade e ‘tornar a vida significativa’. Mas os “PORQUES?” da vida nos fazem querer pensar em: Porque estamos nesse mundo? Porque isso foi acontecer comigo? Entre outros.
Mas a ideia é, que o significado da vida. É a própria vida!
Desta maneira, devemos compreender que, enquanto existência, podemos tornar a vida significativa através de nossa liberdade[1] e decisão. Pois, segundo a filosofia existencialista “as pessoas são definidas exclusivamente por suas decisões e atos”.[2]
Portanto, a liberdade e a decisão são duas palavras transcendentes que, vem em confronto com o nosso modo de viver e questiona aquilo que realmente tem importância para tornar a vida estimável.
Nestas condições, o que tornaria a vida significativa? Pelo menos duas perspectivas tornariam a nossa existência singular. Em primeiro lugar, a experiência de conversão a qual fomos submetidos.
Assim, a nossa incapacidade de se achegar a Deus foi superada pelo Espírito Santo[3] que nos proporcionou a fé em Deus mediante a sua palavra. O teólogo suíço Karl Barth diria que:
Trata-se de inversão [ou melhor, de transformação] do sentido de nossa vida. É uma realidade nova, totalmente diferente. TOTALITER ALITER – novidade total.[4] (2CO 5. 17).[5]
Em segundo lugar, necessitamos de assumir a vida como: ‘valor absoluto’, isto é, viver intensamente o presente e amar. Como exemplo, o Eclesiastes (Coélet – Pregador) diria que:
7 Vai, pois, come com alegria o teu pão e bebe com coração contente o teu vinho, pois já Deus se agrada das tuas obras.
8 Em todo o tempo sejam alvas as tuas roupas, e nunca falte o óleo sobre a tua cabeça.
9 Goza a vida com a mulher que amas, todos os dias da tua vida vã, os quais Deus te deu debaixo do sol, todos os dias da tua vaidade; porque esta é a tua porção nesta vida, e no teu trabalho, que tu fizeste debaixo do sol.
10 Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque na sepultura, para onde tu vais, não há obra nem projeto, nem conhecimento, nem sabedoria alguma.
11 Voltei-me, e vi debaixo do sol que não é dos ligeiros a carreira, nem dos fortes a batalha, nem tampouco dos sábios o pão, nem tampouco dos prudentes as riquezas, nem tampouco dos entendidos o favor, mas que o tempo e a oportunidade ocorrem a todos.
12 Que também o homem não sabe o seu tempo; assim como os peixes que se pescam com a rede maligna, e como os passarinhos que se prendem com o laço, assim se enlaçam também os filhos dos homens no mau tempo, quando cai de repente sobre eles. [Eclesiastes 9].[6]
Logo, estas duas perspectivas da vida, levadas em consideração, finalmente, nos fazem entender que Deus é o Deus da “VIDA”. Em Deuteronômio 30.20 diz: “Amando ao SENHOR teu Deus, dando ouvidos à sua voz, e achegando-te a ele; pois ele é a tua vida, e o prolongamento dos teus dias; para que fiques na terra que o SENHOR jurou a teus pais, a Abraão, a Isaque, e a Jacó, que lhes havia de dar”.[7]
[1] Se o homem é livre, é consequentemente responsável por tudo aquilo que escolhe (decide) e faz. A liberdade só possui significado na ação, na capacidade do homem de impor a modificação do real. Lúcia de Arruda Aranha, Maria; Helena Pires Martins, Maria. Filosofando: introdução à filosofia. 1. Ed. São Paulo/SP: Editora Moderna. 1986. p. 328.
[2] Grenz J., Stanley et. al. Dicionário de Teologia. 3ª impressão. São Paulo/SP: Editora Vida, 2002. p. 55.
[3] E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça, e do juízo: [...]. Jo 16.8. Bíblia de Estudo Plenitude.
[4] Barth, Karl. Carta aos Romanos. Segundo a 5ª edição alemã. São Paulo/SP: Fonte Editorial, 2009.
[5] Quem está unido com Cristo é uma nova pessoa; acabou-se o que era velho, e já chegou o que é novo. Bíblia online na edição de Nova Tradução da Linguagem de Hoje.
[7] Bíblia Online.com.br.
3 de março de 2011
Qual o sentido da vida?
Qual o sentido da vida? Muitos querem encontrar o sentido da vida. Portanto, não se encontra o sentido da vida! Contudo, o que deve acontecer é, tornar a vida significativa. E assim, no ínterim da vida, assumir a ‘vida como valor absoluto’. Na qual mantemos a relação com Deus e com o próximo, da maneira mais intensa e estimável da concretude de nossa existência. (Fernando)
Betty Milan
Vídeo
Valeu!!!
Osvaldo Luiz Ribeiro
TEÓLOGO QUE ADMIRO
Um teólogo de fundamental importância para a pesquisa de Epistemologia é, Osvaldo Luiz Ribeiro exegeta do AT e doutor em Teologia pela PUC-RJ. Cujos artigos sobre Epistemologia estão disponíveis na internet, em sua pagina oficial. Cf.: ouviroevento. E, alguns áudios (mp3) das aulas de ‘Epistemologia’, ministradas no Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil, por Ribeiro, disponível no endereço eletrônico: esnips. E, também, encontra-se em seu blog bastante informação pertinente ao assunto em questão. Mas, já ressaltando, não em nível acadêmico. Cf.: peroratio.
Ribeiro corresponde a Teologia fenomenológica, de caráter heurístico. Porquanto, sua Teologia tem fortes influências do antropólogo, sociólogo e filósofo francês Edgar Morin. Ribeiro procura produzir Teologia como uma verdadeira ciência humana, sem nenhuma orientação confessional. Ou seja, Ribeiro se emancipou da teologia ontológica e metafórica. E partiu para o caminho do fenômeno, convertida irremediavelmente as Ciências Humanas, a saber, as ciências cognitivas.
Enfim, pra finalizar, tive uma conversa por email [1] com Ribeiro e perguntei: Qual a beneficia que as ciências duras e moles, nos proporcionam na construção de uma Teologia científica; pensando em Edgar Morin? Ele respondeu:
Morin se prestaria à teologia fenomenológica, porque ele afirma, por exemplo, em O Método 3, que os deuses são seres do pensamento, reais, mas que existem apenas na noosfera - mundo do pensamento. É possível trazer Morin para a Teologia, por essa via. A metafísica, ele chamaria de self deception. A metáfora penso que ele toleraria, se todos, inclusive as ovelhas, souberem que se trata de "jogo de palavras"- mas as ovelhas levam muito a sério a metafísica...
[1] Assunto: Epistemologia. Troca de correspondência eletrônica feita no dia 15/12/2010. E respondida por Osvaldo Luiz Ribeiro no dia 16/12/2010. Orientado pela rede social hotmail.
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