28 de agosto de 2011

Juan Arias

O jornalista e escritor espanhol Juan Arias estudou filosofia, teologia, psicologia, línguas semíticas e jornalismo na Universidade de Roma, Itália. Na Biblioteca Vaticana, descobriu  o único códice existente escrito no dialeto de Jesus, procurado há vários séculos. Durante catorze anos, foi correspondente do jornal El País no Vaticano, acompanhando os papas Paulo VI e João Paulo II. É autor de vários livros, publicados em mais de dez idiomas: El Dios en quien no creo, Savater: El arte de vivir, José Saramago: El amor posible, entre outros. No Brasil, publicou Confissões de um Peregrino; Jesus, esse grande desconhecido; A Bíblia e seus segredos, todos pela Objetiva. Atualmente, é correspondente do El País no Brasil.





27 de agosto de 2011

Bart D. Ehrman


Bart D Ehrman estabeleceu sua vida na cidade de Chapel Hill nos Estados Unidos onde é professor e chefia o departamento religioso da Universidade da Carolina do Norte. Era evangélico, mas depois se tornou agnóstico, pois considera a bíblia alterada. Já que não podemos ter acesso aos manuscritos originais. É um grande estudioso americano sobre o Novo Testamento. É presença constante em programas de televisão e rádio por ser uma das sumidades nos estudos sobre o Cristianismo e a vida de Jesus. É super considerado pelas redes NBC, CNN e History Channel.  

26 de agosto de 2011

Spong (Um Novo Cristianismo Para Um Novo Mundo)

John Shelby Spong foi bispo episcopal anglicano de Newark por 24 anos, até se aposentar em 2000. Ele é um dos principais porta-vozes do cristianismo liberal e participou de programas como 60 Minutes; Good Morning, America; Fox News Live e Extra.





"Um novo cristianismo para um novo mundo" é um livro revelador. John Shelby Spong mostra que o cristianismo tem sido utilizado como instrumento de poder da Igreja e dos homens, seja para vencer seus medos, para justificar os absurdos da vida ou mesmo para subjugar aqueles que são de alguma maneira, diferentes - na cor da pele, nas crenças ou nas preferências sexuais. Spong prega uma nova Igreja, onde haja amor, justiça e respeito pelas diferenças. Ele indica os caminhos de uma reforma que vai abalar todos os velhos conceitos sobre o que ou quem é Deus e até mesmo sobre a veracidade de alguns fatos bíblicos - se essa renovação não for feita, pode haver graves conseqüências para a humanidade e para a própria fé em Deus e em Jesus. Por vezes perturbador, na medida em que coloca em questão até a própria fé, da maneira como é encarada atualmente, este livro se torna, no final, um alento, um chamado para que o homem deixe de lado suas preocupações tribais e hierárquicas e busque o Deus que é vivo e presente em toda a humanidade, e não um ser sobrenatural e isolado numa redoma divina e celeste. Só assim será possível que o cristianismo, hoje agonizante, não venha a morrer.

24 de agosto de 2011

Os Evangelhos

O problema não é se os Evangelhos são históricos ou não. Isso é problema da Arqueologia e da História. O negócio é que os textos dos Evangelhos possuem um papel social distinto, pelo fato de ser uma defesa de partido (teologia apologética). É evidente que os textos passaram por um longo processo hermenêutico. E isso confere uma interpretação do que está sendo lido. Então, não se pode somente reproduzir os conteúdos. Portanto, aconselho uma leitura rigorosa dos Evangelhos. Por exemplo: “Ao contrário do Evangelho segundo Lucas, em Marcos Jesus não aparece em Jerusalém e arredores, mas será visto apenas na Galiléia, terra de origem sua e da comunidade de seus discípulos” (Pe. José Luiz do Prado, O Evangelho nasce do povo, 2008, p. 62).

23 de agosto de 2011

Teologia da Esperança


IGREJA: AGENCIADORA DO FUTURO

Moltmann deixa as interpretações existencialistas (Bultmann, Tillich, Barth, Brunner) para gestar uma teologia que englobe aspectos sociais, políticos e escatológicos ao cristianismo.
Partindo do conceito da promessa, que se dá no AT, Moltmann conclui que revelação de Deus se dá na história da promessa. Buscar uma revelação na subjetividade humana, na transcendência, nas provas ontológicas de Deus, na teologia natural e na revelação progressiva – esta por entender que Cristo é seu ponto decisivo – não corresponde à revelação bíblica que se vê no AT e NT.
Com os trabalhos de teólogos exegéticos tanto do AT como do NT, Moltmann procura uma revelação que se distancie da subjetividade e transcendentalidade baseadas na filosofia grega.
É na história que se dá a revelação de Deus, nos atos realizados e nas profecias cumpridas na história. O discurso não é metafísico, mas fatível.
É, ainda mais, com a ressurreição de Jesus Cristo que se inicia a promessa e a abertura para o futuro. A ressurreição é prolepse do que será o futuro, mas o futuro não se esgota com a ressurreição, mas antes, confirma antecipadamente a promessa da glória e do senhorio do futuro Reino de Deus.
Como se constrói este futuro? Como e com que se alimenta esta esperança? Moltmann recorre ao que ele chama de missão. É aí que se encontram suas concepções eclesiológicas.
Esta abertura para o futuro começa com o comissionamento apostólico da Igreja Primitiva e as aparições do Ressuscitado. Essas aparições só é compreensível se o próprio Jesus ressuscitado ainda tem um futuro, um futuro universal em favor dos povos da terra.
A igreja, portanto, é chamada para mediar à presença de Cristo, que por sua vez media o futuro de Deus. Cabe à igreja ser construtora da realidade futura, e não apenas intérpretes da história (como é visto nas concepções milenaristas). À igreja é dada a tarefa de trazer o futuro para o presente.

BIBLIOGRAFIA

DISCHINGER, Benno. Jürgen Moltmann: uma teologia amante da vida. Disponível em:<http://amaivos.uol.com.br/amaivos09/noticia/noticia.asp?cod_noticia=13092&cod_canal=46>. Acesso em: 19 ago. 2011.
GONÇALVES, Alonso. A Eclesiologia de Jürgem Moltmann na Teologia da Esperança. Revista Theos – Revista de Reflexão Teológica da Faculdade Teológica Batista de Campinas. Campinas: 5ª Edição, V.4 - Nº2 – Dezembro de 2008. ISSN: 1908-021. Disponível em: <http://www.revistatheos.com.br/Artigos/Artigo_06_1_01.pdf>. Acesso em: 05 fev. 2011.
MOLTMANN, Jürgen. Teologia da Esperança: Estudos sobre os fundamentos e as conseqüências de uma escatologia cristã. 3ª ed. rev. e atual. São Paulo/SP: Editora Teológica: Edições Loyola, 2005. 469 p.
SOUZA, Giovani Pereira de. Jürgen Moltmann: A teologia da esperança. Disponível em: <http://www.ejesus.com.br/teologia/jurgen-moltmann-a-teologia-da-esperanca/>. Acesso em: 19 ago. 2011.


18 de agosto de 2011

Moltmann e Boff


BENNETT RECEBERÁ JÜRGEN MOLTMANN E LEONARDO BOFF

Nos dias 31 de agosto e 01 de sentembro o Centro Universitário Metodista Bennett receberá a visita do teólogo alemão Jürgen Moltman para realização de duas conferências. E do teólogo brasileiro Leonardo Boff. Ambos ministrarão a aula de abertura do segundo semestre e travarão um diálogo sobre: "Sob o signo da Esperança - Os direitos humanos e o direito da Terra". 

Instituto Metodista Bennett – Rua Marquês de Abrantes, 55 - Flamengo - Rio de Janeiro - Brasil.
Telefone: (21) 3509-1000

16 de agosto de 2011

Jesus um revolucionário (Gerd Theissen)

Jesus juntou-se com João Batista a confessar seus pecados. "Como todo mundo, ele também espera o julgamento iminente de Deus" (O Jesus Histórico, p. 569). Em seu próprio ministério, o Jesus histórico ensinou que o tempo antes do final tinha sido prorrogado, pela graça de Deus, mas que o mal já havia sido superado, como mostrado em seus exorcismos. Jesus escolheu doze discípulos para governar a Israel prestes a ser restaurado. A crença em um Deus que traria salvação para os pobres, fracos e doentes estavam no centro de sua mensagem. Theissen escreve, "sua visão de futuro a regra de Deus era a de uma grande refeição compartilhada em que judeus e gentios já não eram divididas por mandamentos sobre comida e limpeza" (op. cit., P. 571). Jesus era um itinerante com uma "ética radical de liberdade da família, posses, casa e segurança" (op. cit., P. 571). Jesus predisse que Deus iria substituir por um novo templo no lugar do velho, e ele deliberadamente atacou a legitimidade do templo na ação simbólica de limpeza do templo. A aristocracia judaica prendeu por suas críticas ao templo, mas o acusaram diante de Pilatos do crime político de tentar ser um pretendente real. Ele foi condenado a ser executado, e seus discípulos fugiram.
"Depois de sua morte, Jesus apareceu primeiro, quer para Pedro ou a Maria Madalena, então aos discípulos de várias juntas. Tornaram-se convencido de que ele estava vivo. A expectativa de que Deus iria finalmente intervir para trazer a salvação foi cumprida de forma diferente da maneira pela qual eles esperavam. Eles tiveram que reinterpretar Jesus destino inteiro e sua pessoa. Eles reconheceram que ele era o Messias, mas ele era um Messias sofredor, e que não tinham em conta. Lembravam-se de que Jesus tinha falado de si mesmo como o homem - especificamente quando ele foi confrontado com esperanças excessivamente elevados em si mesmo Ele havia dado o termo geral homem – a dignidade messiânica e esperava que ele fosse crescer para o papel deste homem e que cumpri-la no futuro próximo agora. Viram que ele era o homem a quem de acordo com uma profecia em Dan 7 Deus daria todo o poder no céu e na terra Para eles, Jesus tomou um lugar ao lado de Deus. A fé cristã tinha nascido como uma variante do judaísmo... Um judaísmo messiânico que só gradualmente separado de sua religião mãe no curso do primeiro século" (Op. cit., P. 572).