19 de julho de 2011

Burton Mack (Jesus Histórico)

Agora aposentado da Escola de Teologia de Claremont, na Califórnia, Burton L. Mack – tem realizado seus estudos de doutorado na Alemanha e tem desempenhado um papel de liderança em ajudar o campo moderno de estudos do Novo Testamento. Clique para continuar...

18 de julho de 2011

Thomas P. Rausch (Quem é Jesus)

Quem é Jesus? Esta é a pergunta fundamental para a cristologia. Os cristãos mais adiantados usaram vários títulos, a maioria deles tirados do Antigo Testamento ou das Escrituras hebraicas, para expressar sua fé em Jesus. Chamaram-no de profeta, mestre, filho de Davi, filho do homem, senhor, filho de Deus, verbo de Deus e, ocasionalmente, Deus único. Quem é Jesus? Thomas Rausch, S.J., enfoca a rica variedade da cristologia do Novo Testamento.  
Rausch aborda as três buscas sobre o Jesus histórico, os métodos para recuperar o Jesus histórico, a tradição judaica, o movimento de Jesus, sua pregação e ministério, morte e ressurreição e o desenvolvimento da doutrina cristológica do período do Novo Testamento até o Concílio de Calcedônia.   

Robert Funk (Jesus Histórico)

Robert W. Funk era um conceituado professor, escritor, tradutor e editor no campo da religião. A Fellow Guggenheim e Fulbright Scholar Senior, ele serviu como Professor Anual da Escola Americana de Pesquisa Oriental em Jerusalém e como presidente do Departamento de Pós-Graduação da Religião na Universidade de Vanderbilt. Robert Funk foi um pioneiro reconhecido na erudição bíblica moderna, tendo liderado a Sociedade de Literatura Bíblica como seu Secretário Executivo 1968-1973. Seus muitos livros incluem The Five Gospels: The Search for a autenticidade das palavras de Jesus (1993) e Os Atos de Jesus: The Search for a Authentic Deeds (1998) (ambos com o Seminário de Jesus) e Juro por Jesus (1996), e A Jesus credíveis (2002).



7 de julho de 2011

A última tentação de Cristo

Releitura Polêmica
Talvez o mais polêmico filme do célebre Martin Scorcese – A Última Tentação de Cristo nos propõe uma instigante re-concepção da vida de Cristo à luz não das suas virtudes divinas, mas das suas inconfessáveis fraquezas humanas.
por Bruno Cal
Considerado herético pela Igreja Católica, A Última Tentação de Cristo (The Last Temptation of Christ, EUA, 1988) permaneceu proibido em diversos países por muitos anos (somente agora, por exemplo, é que a obra deixou de ser proibida no Chile, após 15 anos de censura). O filme, baseado no polêmico best-seller homônimo de Nikos Kazantzakis, nos propõe uma releitura dos acontecimentos da vida de Jesus Cristo, enfatizando a sua natureza dividida e o seu conflito interior entre o messias predestinado por Deus ao sacrifício na cruz e o homem comum e prático que ambiciona constituir família e desfrutar de uma vida serena e tranqüila no mais absoluto anonimato.
Cristo (o ótimo Willem Dafoe, o Duende Verde do primeiro Homem-Aranha) é um marceneiro judeu, responsável pela feitura das cruzes com as quais os romanos crucificam aqueles que se opõem ao seu domínio. Atormentado por pesadelos e visões os quais desconhece o real significado, foge para uma espécie de mosteiro onde, através de uma decisiva e reveladora visão, toma consciência do seu papel como o tão aguardado messias. A partir de então, decide percorrer toda Israel, professando a sua crença em Deus (e em si próprio como o seu emissário direto, em verdadeiros arroubos de orgulho próprio). Acompanhando-o está um grupo de discípulos, dentre os quais Judas (Harvey Keitel, em uma atuação bastante criticada que lhe valeu uma indicação ao "Framboesa de Ouro" de pior ator coadjuvante), grande amigo de Cristo e seu braço direito.
O filme retrata, de maneira única, alguns dos mais célebres eventos do Novo Testamento, como o batismo de Cristo por João Batista, o seu exílio no deserto e a ressurreição de Lázaro. Em todos, vemos um Jesus inseguro, orgulhoso, incerto quanto aos reais desígnios de Deus; enfim, não divino, mas humano. Mais tarde, já na cruz, à beira da morte, Cristo é tentado uma derradeira e decisiva vez a abdicar de sua responsabilidade para com a humanidade e do sacrifício na cruz como o Escolhido e assumir para si a vida de um homem comum, com esposa, filhos e uma perspectiva de envelhecer e morrer como tal...
A partir de então o filme adentra o terreno do que o constitui em sua razão de ser (como o romance no qual se inspirou): a própria última tentação de Cristo. Vemos Cristo se casar com Maria Madalena, ter filhos - e uma amante! - e envelhecer como um homem qualquer. O vemos exultante ante sua nova condição: de fato, jamais ambicionara nada mais do que aquilo que passou a ter desde que, seduzido por um belo anjo, fugiu do sacrifício ao qual estivera destinado.
Quando, à beira de uma serena morte como um homem comum, descobrindo-se vitima de um ardil de Satanás, Cristo decide, uma vez mais, se por à disposição daquele de quem estivera fugindo durante todo o tempo. Velho e debilitado, o ex-Messias rasteja por entre os escombros de uma Jerusalém sitiada pelos romanos implorando o perdão de Deus.
E, afinal, o consegue. Mas não somente a isto!... Em questão de meros instantes, Cristo novamente se vê crucificado. Novamente tendo de enfrentar o mesmo sacrifício do qual houvera fugido antes. Mas, desta vez, o vemos, irresoluto, decidido a enfrenta-lo. E tudo já lhe parece, então, tão natural que ele até chega a ostentar um breve sorriso um tanto quanto zombeteiro, num misto de satisfação e comodismo de uma pessoa de quem sempre se esperou absoluta divindade, mas que não consegue escapar da sua mera e tão própria humanidade. A seqüência final do filme é brilhante! Afinal, se fomos mesmo criados a imagem e semelhança de Deus, por que "Ele" se furtaria a refletir o que temos de mais particular e humano: a nossa própria natureza conflituosa, posto que comumente somos postos de encontro a convenções ou marcais culturais que nos restringem? De qualquer modo, tanto quanto ser seduzido por um lindo anjo, sem dúvida nos parece muito mais tentadora a releitura proposta por Scorcese e Kazantzakis do que a concepção tradicionalmente acatada, tão destituída de humanidade quanto um autômato.
O filme conta com as participações especialíssimas do rockstar David Bowie, como Pôncio Pilatus, e o excelente Harry Dean Stanton (de Paris, Texas de Win Wenders), como o apóstolo Paulo. Destaque para a direção primorosa de Scorcese, indicada ao Oscar da categoria, Willem Dafoe como o conflituoso e atormentado Jesus Cristo e Barbara Hershey como a ardente e apaixonada Maria Madalena (indicada ao Globo de Ouro de melhor atriz coadjuvante). A espetacular trilha sonora de Peter Gabriel (que conta, inclusive, com a participação de percussionistas brasileiros), indicada a um Globo de Ouro da categoria, é um show à parte e contribui enormemente ao conjunto da obra, em um dos poucos casos, em matéria de cinema contemporâneo, onde música e imagem se complementam de forma única e não parecem descoladas uma da outra.



6 de julho de 2011

Jesus Histórico


HISTÓRIA DA BUSCA AO JESUS HISTÓRICO
por
David Rubens[1]



INTRODUÇAO

O período do Iluminismo[2] foi marcado pela publicação de um grande número de obras sobre a “Vida de Jesus”. As quais tinham por objetivo defender a veracidade histórica de Jesus contra o ataque dos céticos e materialistas da época. Motivados pela filosofia racionalista, os primeiros ataques são contra os fatos sobrenaturais. O primeiro nome que aparece é Hermann Samuel Reimarus (1694-1768),[3] Reimarus busca explicações não somente para os milagres, mas também para a pregação do Reino dos Céus, a ressurreição de Jesus e a segunda vinda. Para Heimarus, Jesus teria se compreendido como o messias dos judeus, que veio para estabelecer o Reino de Deus e sua ética, expulsarem os estrangeiros e restaurar a glória de Israel (nacionalismo político). Sua proposta revolucionária teria fracassado, mas os discípulos passaram a interpretar seu reino em termos espirituais e sua morte não como derrota, mas como triunfo pela ressurreição: [4] “o Cristo nasceu dos discípulos frustrados”.[5] Assim, o movimento de Jesus originou o cristianismo embora ele nunca tivesse pensado em fundar uma igreja: “Jesus pregou o reino e o que veio foi à igreja!”.[6] A partir daí apareceram vários livros sobre o assunto, alguns firmando-se apenas em criações fictícias, outros misturando um racionalismo incipiente associado a um sobrenaturalismo ingênuo. Para continuar clique...

John Dominic Crossan (Jesus Histórico)


John Dominic Crossan nasceu em Nenagh, Co. Tipperary, Irlanda, em 1934. Ele foi educado na Irlanda e nos Estados Unidos, recebeu um Doutorado em Divindade de Maynooth College, na Irlanda, em 1959, e fez pós-doutorado no Pontifício Instituto Bíblico de Roma de 1959-1961 e na École Biblique de Jerusalém desde 1965 a 1967. Ele era um membro de um século XIII ordem religiosa católica romana, os Servitas (Ordo Servorum Mariae), de 1950 a 1969 e um sacerdote ordenado 1957-1969. Juntou-se DePaul University, Chicago, em 1969 e lá permaneceu até 1995. Ele agora é um professor emérito em seu Departamento de Estudos Religiosos. Para continuar clique...
No princípio era o desempenho, não só a palavra não, a ação sozinha, mas ambos marcados de forma indelével com o outro para sempre. Ele chega ainda desconhecido em um povoado da Baixa Galiléia. Ele é assistido pelo frio, olhos duros de camponeses que vivem o tempo suficiente em nível de subsistência para saber exatamente onde a linha é traçada entre a pobreza e a miséria. Ele parece um mendigo, mas seus olhos não têm a adequada cinge sua voz lamentar a adequada, seu andar o suficiente adequado. Ele fala sobre a regra de Deus e eles ouvem, tanto por curiosidade como qualquer outra coisa. Eles sabem tudo sobre regra e poder, sobre o reino e do império, mas eles sabem que em termos de impostos e opressão desnutrição da dívida, e doença, agrária e possessão demoníaca. O que eles realmente querem saber, isso pode reino de Deus fazer por um filho coxo, um pai cego, uma alma demente gritando seu isolamento torturado entre as sepulturas que marcam a periferia da aldeia? Jesus caminha com eles para os túmulos e, no silêncio após o exorcismo, os aldeões ouvirem mais uma vez, mas agora com curiosidade a dar lugar a cobiça, o medo e a vergonha. Ele é convidado, como exige a honra, para a casa do líder da aldeia. Ele vai, ao contrário, para ficar na casa da mulher despossuída. Não muito adequada, com certeza, mas seria imprudente para censurar um exorcista, para criticar um mágico. A aldeia ainda pode brunir esse poder para os seus arredores, poderia dar a este reino de Deus uma localização, um lugar para que outros viriam para a cura, um centro com honra e patrocínio suficiente para todos, até mesmo, para continuar clique...






4 de julho de 2011

Robert H. Eisenman (Jesus Historico)

Sobre Robert H. Eisenman
Robert Eisenman é o autor de O Código do Novo Testamento: A Copa do Senhor, o Pacto de Damasco, e o Sangue de Cristo (2006), Tiago, irmão de Jesus: a chave para desvendar os segredos do cristianismo primitivo e do Mar Morto (1998), The Dead Sea Scrolls e os primeiros cristãos (1996), Lei Islâmica na Palestina e em Israel: A History of the Survival of Tanzimat e Shari'ah (1978), e co-editor da Edição Fac-símile do Mar Morto Rola (1989) e Os Manuscritos do Mar Morto descobertos (1992). Para continuar clique...